terça-feira, novembro 07, 2017

PARA DRUMMOND E CHOPIN


Uma pedra no caminho
Tantas pedras
Bilhões, trilhões de anos
Pó espalhado por toda a terra

Gravador de eras
Que misteriosamente a mão divina foi juntando
Presente nos caminhos do poeta...
Escultura, casas de bichos, esconderijos,
Caminhos...
Delicados caprichos, adornos...
Que guardam em estado latente, a vida
Escondida desde o mais profundo dos oceanos...
Conduzidas pela delicadeza da lida, a
Natureza esculpida
Tudo transforma e embeleza...
As pedras...
Tantas pedras
Representando Chopin frente a Urca
Talvez compondo... O som das águas
Que vão ao encontro delas...

Maris

sexta-feira, fevereiro 17, 2017

ADOOOOOROOOOOOO

TEMPO



 Secou raízes

Passou esquecido

No vento

Que abandona

Um tempo

De despedida


E sonhei


MARIS



sexta-feira, agosto 12, 2016

VERDES

Verdes sonhos mudos
Pendurados aos galhos
Frutos de solo árido –
Um doce astro, ora cérebro, ora asno

Verdes sonhos mudos
De esperas, adocicados

Eles caminham comigo
Assim, como os seus

Das sementes ao vento em
Rasos espaços

Calcificados, mudos
Musicalizados
Aguando o corpo
Aguardam o tempo
De sabores desaprovados

Que  louco
Esse gostar esverdeado
Esperando provar os versos
Dos sonhos que vivem
Dependurados
No amadurecer
Dos passos...

Maris Figueiredo

terça-feira, junho 07, 2016

PRESENTE DE ANIVERSÁRIO


Na correria do dia frio
Escorregadio
Em ruas nuas

Minutos próxima à janela
Os respingos na pele e
Um doce silêncio existencial

Acalentou meu coração
Tua presença, transportando-me
A uma tela de lembranças, o teu
Abraço imaterial


É você pai
Que me visita das esferas?
Lembraste deste dia
Qual quimera
Um mergulho
Do espaço para a Terra

É você pai?



MARIS

segunda-feira, junho 06, 2016

TELAS


CAÓTICO
CACOS
E CAL

MOSAICO
MATIZES
HARMONIA
CORAGEM, MEDO
CAOS

ESPERANÇA
DIAS FELIZES, NUVENS
AÇÚCAR
SAL

 ACONTECIMENTOS

MORTES
NASCIMENTOS

ARTE, CRIAÇÃO
DOR,
ALEGRIA
CONTENTAMENTO

EU AMO
O MUNDO QUE HABITAS

E A POSSIBILIDADE
DE TRANSITAR TANTAS PONTES

RUAS, AVENIDAS



MARIS FIGUEIREDO




sexta-feira, outubro 24, 2014

TE AMO...






 SINTO A TUA LUZ ENCOSTAR NA MINHA. TENHO ENSAIADO O CONTO DE FADAS DE UMA VALSA PRA SEMPRE VIBRANTE... MISTURA  DOÇURAS E BORDADOS.
NESTES CAMPOS, AS RENDAS SACODEM DO VENTO E TRAZEM SONHOS QUE DURAM DIAS. DURMO EM TEU CHEIRO DE MATO, NAVEGO RIOS A ESPERA DO MAR ABERTO...
MENINO, O SORRISO QUE ESCUTO DE NOSSOS BRINQUEDOS CANTADOS, CIRANDEA A VIDA RELUTANTE DE ACREDITAR EM TEUS HALOS PRA SEMPRE CINTILANTES, SÃO COMO RAIOS QUE PENETRAM MEU CORAÇÃO VIAJANTE. EMBALO NOS CESTOS, JUNTO ÀS FLORES, OS DESEJOS ABAFADOS...
TE AMO!


MARIS FIGUEIREDO





segunda-feira, julho 28, 2014

PERSONAS




No todo tão real
Mundo de cavaleiros alucinados
Quixotes, Cinderelas,
Piratas
Belas desastradas
Adormecidas acordadas
...

Há tantas personagens
Nas ruas
Nos trabalhos
Nas repartições
Nos templos

Reinventados?

Na tv
No cinema

Serão eles arte imitando vida
Ou a vida pura arte?

Uma vocação?

Do ser aquecido
Esquecido
Adormecido
Aqui dentro
Qualquer hora

Sonhar conforta ou
A realidade embota?

Um final feliz
Imprevisto
Ou o improvável

A moça, o mocinho, o cruel, o miserável

Qual personagem?

Alucinado
Iluminado
Enlouquecido

Adormecido ou
Acordado?


Inventar, reinventar o 

Inventado

Qual personagem?

Magos, fadas... Seres alados...

Maris Figueiredo

quinta-feira, janeiro 23, 2014

PERFUME





É condenação da flor
Arcar com a sorte?


Uma jarra, um buquê, um vento forte...
A fatalidade da morte entrelaça com
O tempo de durar...

Investir, ir

Inverter, ter e não ter
Desabrochar...


E sem querer 

Marcar passo
Num golpe de ar...

Des pe ta lar 
Nua no
Ar

E va por ar

Suspir ar
Em abraços
Reviver
Reinventar
Ventar ventar ventar

Aquecer
De ser

Perfume



Maris Figueiredo




domingo, novembro 03, 2013

ROSA DOS TEMPOS





Viro-me,
Despindo-me,
Pereço.


E longe percebo
Verdejante campo,
Que me pareço.


Sou caminhante
Por entre aromas
De flores e ervas...


Perecem ao longe,
Ao muito despir-me
Enquanto quieta.


Entre heras e rios
Caminho o verdejante olhar
E percebo ao longe
O campo


Tu, longe me percebes,
Vira-me neste campo.


Inquiete-me!

Rodamoinho.

Maris Figueiredo e Paulo Roberto

segunda-feira, setembro 23, 2013

SANGUE METAL


PENSO... LOGO, TENHO CONFLITOS, DESDITOS...
E DIAS AVENTURADOS

UMA VIBE COMPLEXA DE SENTIMENTOS
QUE SE PERPETUAM NAS GALÁXIAS MILENARES.
IRADOS

NOTAS ARRASTADAS NAS CORDAS
DEDILHADAS DE GUITARRAS, BAIXOS...
DO METAL CONSONANTE

VIAJANTE
EM POEIRA DE ESTRELAS
DE LUA, SEGUINDO
NOITES ESCURAS
E DIAS NUBLADOS

PENSO... LOGO, CRIO -
LUCIDEZ DOS ATORMENTADOS
SEDE DE AR, DE PAZ E
DA MÚSICA QUE HÁ POR TODA PARTE

EM CONCHAS DO MAR
CAMINHO DE RIO
ZUMBIDO DE VENTANIA
FOLHAS SECAS
TEMPESTADES...

NOS RAIOS DOS SÓIS QUE SE APAGARAM

OUÇO MÚSICA... LOGO, REFLITO, SINTO...
REFLETINDO A LUZ E VIBRAÇÃO QUE ESPARGE

ESCUTO O SOM PERDIDO E AO MESMO TEMPO, ACONCHEGADO
QUE VIBRA A ALMA, SANGUE PURO
DO ROCK PESADO QUE CORRE VEIAS E INVADE

MARIS

domingo, setembro 22, 2013

sexta-feira, setembro 20, 2013

HERANÇA APÓS O DECÁLOGO


1º Encontraria saída dos labirintos seus. No embaraço de teias, não encontraria respostas, mas as pontas dos fios... 

 2º Haveria perguntas por toda parte. De movimentos indagadores faria artes, artefatos, armadilhas, artimanhas... Brincaria, escreveria, dançaria, amaria sem mais... 


3º Abraçaria o mundo, se emocionaria com as coisas simples e seu peso de teor filosófico e caótico: ser, estar, existir! Olharia o quintal pela janela, não conseguiria resistir o abrir de todas as portas... E um vento absurdo de gostoso secaria as roupas na corda... Um sabor de fruta no pé inspiraria poesias e prosas...


4º Celebraria o divino em si, em dó, em todas as notas... Maiores, menores... De tons e sem tons no fundo da alma musicalmente amorosa, docemente inquieta e desnuda dançando no céu vasto das indagações...


5º A vida atonal jamais se repetiria com o automatismo insano e insosso. 


6º Cada vez que olhasse,  não veria as mesmas coisas. Nem sempre, o "de sempre" teria o mesmo gosto. Toda vez que se enrolasse, rolaria e transformaria as velhas formas. 


7º Sua luz passaria pelos espaços, laços largos, estreitos, desfeitos... Mudariam focos, sombras...Os raios de luzes em cores num brilhante sol, energizariam a aura.


8º E o que prenderia às teias, por fim, seria o que solta.  Seria assim, a tal liberdade, um tipo de plenitude  desconhecida dos conceitos inúteis, dos rótulos, dos pesos de pensamentos desligados na beleza de ser simples...


9º Viajaria  mundos, abraçando as interrogações de nós que se desfazem e  parindo entrelaces que surgem...


10º Revelaria a si mesmo com simplicidade o único mistério da vida: a identidade construída.  Faria brilhar a própria luz...



MARIS FIGUEIREDO

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

quinta-feira, janeiro 03, 2013

MUDANÇA DE DOMÍNIO



Mudei o domínio para : maisfasesquealuadefases

http://maisfasesquealuadefases.blogspot.com.br/
SEJA BEM VINDO!

MARIS



quarta-feira, janeiro 02, 2013

PAZ

A DOÇURA DESSA NOITE
DEITOU COMIGO ESTA TARDE
ATEMPORAL

ME EMBRIAGOU COM A ALEGRIA DE QUEM ACREDITA NO FUTURO
E  CORRI FELIZ ENTRE O VERDE E O AZUL

ME ACALENTOU COM A PAZ

ME AQUIETOU COM O CHEIRO DA TERRA MOLHADA
RESPINGOU GOTINHAS DE VENTURA

ME FEZ TÃO BEM
QUE PERCEBENDO
  MINHAS FORÇAS

BRINQUEI. IMAGINEI, ACREDITEI

VOEI

SENTI TANTO AMOR QUE

ACENDI MINHA TÍMIDA LUZ


MARIS FIGUEIREDO


PASSAGEM







Ontem mesmo, acordei menos contente
E agora à tarde, um sorriso abriu no peito
Não me imagine morna
Ora fria, ora quente
Não imagine

Um esbarro e nos afastamos
Não  imagine
Não imagine

Ouça
Os
Muitos sons do meu
 silêncio

Só espero
Que o sentimento
Descanse em pausa!





Maris Figueiredo



quinta-feira, novembro 29, 2012

JESUS

HÁ VIDA
NO CORAÇÃO DO MENINO

QUE DESCEU DA CRUZ
DESATOU  NÓS

SUA MATÉRIA É
 POEIRA DE LUZ NO ESPAÇO

ESTRELA GUIA DO PLANETA
PARA A MULTIDÃO DE VIAJANTES
QUE AINDA SE ACHAM TÃO SÓS

EMOCIONA A CORAGEM
DE SEUS ATOS INCOMPREENDIDOS:
OFERECER SUA FACE,
ANDAR AO LADO DE CORAÇÕES ENDURECIDOS,
DOENTES,  LOUCOS...
AMAR CADA ALGOZ...

SEGUIU LIVRE
POIS NADA  ALÉM DO QUE É
SERIA PRECISO 


NÃO CONDENOU A HUMANIDADE
NÃO ESBRAVEJOU PALAVRAS DE ORDEM
NÃO ESCREVEU LIVROS

MAS COMPARTILHOU CONOSCO
DE CORAÇÃO SENSÍVEL,
SERMOS UMA SÓ VOZ

AINDA ESPERAMOS A NOVA ERA, ILUDIDOS
ENQUANTO ELA SE APRESENTA NA TERRA
NAS OPORTUNIDADES DE SERVIR

ELE TRABALHA  POR TODA PARTE E
ESPERA, INCANSAVELMENTE, CADA UM DE NÓS


MARIS FIGUEIREDO


quarta-feira, novembro 28, 2012

CAMINHAR

JARDIM BOTÂNICO

BOM DIA, DIA!

NADA É TÃO FÁCIL, TAMPOUCO É DEFINITIVO...

VIVER É UM ESTADO POÉTICO DE TENTATIVAS E ENSAIOS. É BONITO DEMAIS, AINDA
QUE SEJAM AS DORES LATENTES, O DESPERTAR  DA CONSCIÊNCIA...

Maris Figueiredo



 DESSA VEZ
(NANDO REIS)

É bom olhar pra trás
E admirar a vida que soubemos fazer
É bom olhar pra frente
É bom, nunca é igual
Olhar, beijar e ouvir cantar um novo dia nascendo
É bom e é tão diferente

Eu não vou chorar
Você não vai chorar
Você pode entender
Que eu não vou mais te ver
Por enquanto
Sorria e saiba o que eu sei
Eu te amo

É bom olhar pra trás
E admirar a vida que soubemos fazer
É bom olhar pra frente
É bom, nunca é igual
Olhar, beijar e ouvir cantar um novo dia nascendo
É bom e é tão diferente

Eu não vou chorar
Você não vai chorar
Você pode entender
Que eu não vou mais te ver
Por enquanto
Sorria e saiba o que eu sei
Eu te amo

É bom se apaixonar
Ficar feliz
Te ver feliz me faz bem
Foi bom se apaixonar
Foi bom, e é bom e o que será
Por pensar demais eu preferi não pensar demais
Dessa vez
Foi tão bom e por que será?

Eu não vou chorar
Você não vai chorar
Ninguém precisa chorar
Mas eu só posso te dizer
Por enquanto
Que nessa linda história os diabos são anjos

Eu não vou chorar
Você não vai chorar
Você pode entender
Que eu não vou mais te ver
Por enquanto
Sorria e saiba o que eu sei
Eu te amo ..

terça-feira, novembro 27, 2012

NA FORJA DA VIDA

Na Forja da Vida

"Entrai pela porta estreita porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz e muitos são os que entram por ela." (JESUS, Mateus, 7:13).
"Larga é a porta da perdição porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo caminho do mal."
(Alan Kardec. E.S.E, Cap. XVIII, 5)

Trazes contigo a flama do ideal superior e anelas concretizar os grandes sonhos de que te nutres, mas, diante da realidade terrestre, costumas dizer que a dificuldade é invencível.
Afirmas haver encontrado incompreensões e revezes, entraves e dissabores, por toda a parte, no entanto...
O pão que consomes é o resumo de numerosas obrigações que começaram no cultivo do solo; a vestimenta que te agasalha é o remate de longas tarefas iniciadas de longe com o preparo do fio; o lar que te acolhe foi argamassado com o suor dos que se uniram ao levantá-lo; a escola que te revela a cultura guarda a renunciação de quantos se consagram ao ministério do ensino; o livro que te instrui custou a vigília dos que sofreram para fixar, em caracteres humanos, o clarão das idéias nobres; a oficina que te assegura a subsistência encerra o concurso dos ceareiros do bem, a favor do progresso; o remédio que te alivia é o produto das atividades conjugadas de muita gente.
Animais que te auxiliam, fontes que te refrigeram, vegetais que te abençoam e objetos que te atendem, submetem-se a constantes adaptações e readaptações para que te possam servir.
Se aspiras, desse modo, à realização do teu alto destino, não desdenhes lutar, a fim de obtê-lo.
Na forja da vida, nada se faz sem trabalho e nada se consegue de bom sem apoio no próprio sacrifício.
Se queres, na sombra do vale, exaltar o tope do monte, basta contemplar-lhe a grandeza, mas se te dispões a comungar-lhe o fulgor solar na beleza do cimo, será preciso usar a cabeça que carregas nos ombros, sentir com a própria alma, mover os pés em que te susténs e agir com as próprias mãos.

EMMANUEL

sábado, novembro 24, 2012

...

por Maris
 


Água Doce - Marcus Viana e Sagrado Coração da Terra


Doce água - água da nascente
tão claro, tão puro
Onde todos os meus sonhos começam.
Doce água - água escura do rio
tirar minhas tristezas, minha alma entregar.
Doce água - água, cachoeira
Deixe-me em você salão de luz.
Doce água - água do lago
tão tranquilo, tão profundo
Há uma senhora lá para você conhecer.
Doce água - água da chuva
Arrebatar os maus pensamentos
e se perde - faz-me sã.
Doce água - água do deserto
eu vou te encontrar bem escondida
e beber de você para sempre.
Doce água - água do mar
golfinhos, baleias e sereias
Cante sua música para mim.

sexta-feira, novembro 23, 2012

FRAGILIDADE


QUERO MESMO!
 UMA HISTÓRIA,
DE FINAL FELIZ COM BRIGADEIRO,
 FATALMENTE VIVER A VIDA COMUM...

QUERO MESMO,
ASSIM COMO QUEM SOPRA UMA PENA.
COMO QUEM FAZ BOLINHAS DE SABÃO...

QUERO ESCONDER, PRA ESTOURAR MAIS TARDE, O PLÁSTICO BOLHA DO ELETRODOMÉSTICO QUE CHEGOU...

 EU QUERO!
COMO QUEM ANDA DE BICICLETA PELAS CALÇADAS,
MASCAR CHICLETE E PRONUNCIAR, SEM OLHARES REPRESSORES,
UM PALAVRÃO...

EU ESPERO
ACONTECIMENTOS DA MARINA

ESCORREGAR NA GRAMA DA QUINTA

COLHER FLORES E MATINHOS

DEIXAR
A MÚSICA BALANÇAR AS CAIXAS DE SOM

FAZER FAXINAS NAS GAVETAS
E PERFUMAR OS ARMÁRIOS



ESPERO A ABSOLVIÇÃO POR NÃO USAR AGASALHOS
E A FRÁGIL FELICIDADE POR CONDENAÇÃO

MARIS FIGUEIREDO



quarta-feira, novembro 21, 2012

ENTRE PRELÚDIOS E TÉRMINOS



A MELODIA  EM MIM
CORRE VEIAS,
ARTÉRIAS,
ARTEIRA

O SOM
VIBRA SENTENÇAS
FELIZES, FESTIVAS E
ALARDEIA
AS ONDAS DE CALOR

 DESEMBOCA
 UM FRESCOR
 DA MADRUGADA
 SORRATEIRA

A HARMONIA EM MIM
LIBERTA A MENTE,
VERTE EM LUZ E COR
 
E
 DEVO ISSO AO
TEMPO QUE SE REVELOU
EM

 NEBLINA DE
TRANSLÚCIDAS
 GOTAS E GOTAS... PRA
EVAPORAR  A DOR


ABRINDO CÉUS AZUIS 

E O QUE ME PROTEGEU NESTAS PAISAGENS ESQUECIDAS
DESERTAS, RÚSTICAS DE VIDA

FOI O VELHO JEANS DESBOTADO
A BOTA QUE COMPREI ANO PASSADO

O BATOM COM PROTETOR SOLAR
ALGUNS SERES ALADOS
O SABOR DA BALA HALLS
O PERFUME AMADEIRADO COM PÉTALAS DE FLOR

AS MÚSICAS CLÁSSICAS, O ROCK PESADO

E O CRUCIFIXO DO SALVADOR...


MARIS FIGUEIREDO

segunda-feira, novembro 19, 2012

METÁSTASE



E OS GALHOS DAS ÁRVORES
PERCORREM OS CÉUS
À PROCURA DE AR




MARIS FIGUEIREDO

domingo, novembro 18, 2012

POR TODA PARTE



És Sombras de um forte mormaço
Dos campos verdes que pisas

És
Andança marcada na superfície
Ora, afogada em águas profundas...
Nessas ondas em que afundas.

És a mão recriando em círculos
A atração dos universos
Ecoando vida...

Cultivas sementes,
Espalha nas ventanias e
Traz nas brisas os frutos
Das manhãs incandescentes

És a pedra do poeta,
Relicário de esperança
Mineral que gera sonhos

És dúvida que grita
Certeza independente
Que habita entre "sins" e "nãos"
Da  multidão aflita


Me guarda em Teu coração!


Maris Figueiredo

sexta-feira, novembro 16, 2012

DA LÍNGUA

DESSE SEU NO MEU, MEIO AMARGO... 


MARIS FIGUEIREDO

quinta-feira, novembro 15, 2012

GRITO MUDO

QUEM SABE, A DOR AGITE AS CORDAS

QUEM SABE, A DOR SE DECIDA
PELA SONORIDADE

QUEM SABE, A DOR SE DECIDA
PELA INTENSIDADE

POR UM COLORIDO,
POR UM SOLO QUE TOQUE FUNDO
O GRITO

QUE SUSTENTE 
O TEMPO DA NOTA...


É DIFÍCIL MANTER A AFINAÇÃO  POR TANTOS DIAS
MAS, POR OUTRO LADO,
VAZIA, UMA PAUTA  É MUDA DE ENCANTOS





MARIS FIGUEIREDO

quarta-feira, novembro 14, 2012

LÂMINA

NÃO CONFIE QUE MEUS MOMENTOS DE DOÇURA SE ESTENDAM AOS DIAS 
EM QUE MINHA LÂMINA AFIA E PRODUZ CALAFRIOS... 
SOU DE ACARICIAR E AO MESMO TEMPO, MACHUCO SEM MOTIVOS. 
A PROPÓSITO, PENSO QUE  QUANDO NÃO AMANSADOS, MEDIMOS FORÇA E TALVEZ, SEJA ESSA ESPERA DE ABRIGO QUE ME FAZ DOR PELAS BEIRADAS...


MARIS FIGUEIREDO