segunda-feira, janeiro 19, 2009

Em Setembro de 2003



Aquela chuva
foi Deus
nos meus
olhos
há muito
embaçados
explodindo
em sons
a dor
de trevas
e trovoadas
no meu
peito
aquela chuva
foi Deus
nos meus delírios
diluindo
ilusões
em
raios
que caíram
tantas vezes
ao meu lado
...

Foi ela
tocando
as cordas
no momento
dissonante
o diapasão
de sentimentos
pra colorir a
minha aura...
descobrindo tons
esculpindo em nuvens
Abrindo estradas
foi assim que
bruscamente
entendi
o que é
adeus
em 2003

Maris

segunda-feira, janeiro 12, 2009

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Da primeira vez que andei ao teu lado...





Molhada

A noite se espalha

em pranto

doce


Escuro ao longe, o canto

da farpa que

me fere,


seta

incendiando

os mais etéreos desejos...


E não me pergunte

que sensações são essas que

ensaio


Me esvaio nua...

correndo

ao leito, ora

evaporando ao teu lado.


Só me protegem

as palavras

que calo


E a mordaça

de estrelas

que libertas

nos beijos


...


Iluminou-se

a noite

brilho feito

do teu arco


flecha

do meu zelo


E ela se espalhou

em pranto

num canto


Doce...

Desaguando


E como desagua...

morrendo nos teus braços

mas sem medo...


Maris

domingo, janeiro 04, 2009

OFÍCIO DIÁRIO


Ando
entediada
dessa “normalidade”
que nomearam
“vida”


Das formigas
que se esqueceram cigarras...

Cigarras
que se esqueceram formigas...

Dessa vida alienada
de mim.

No hoje atemporal
do meu peito...
pelas manhãs
adormeço
o ontem...
à noite,
acordo
futuros...

Pedi calma
ao meu templo.

Diariamente
é tempo consciente.


E
em tudo há tempo,
um tempo
que é de cada um.

Essência!

Meu
ofício de seguir
estanque
desses tempos
"alienados de viver"...

Maris