segunda-feira, outubro 12, 2009

EU









Me armo tempestades
Desabo sobre calçadas
Que deslizam sonhos e
Evaporam no ar...

Me aconchego rede
Sob a luz dos postes da estrada
Em madrugadas frias
De varandas e quintais,
Devassada...

Me entrego lua
Apesar da possibilidade
Do desencontro e
Adormeço ao sol da despedida...


Escorro água
Entre os dedos tolos
Que tentam
Dominar...


Entre tantas, tantas sou
E não encaixam


Hoje, sou eu mesma
Destituída
Por essa outra que encontro


Ah, tenho dito ao espelho
Te amo!
Quando me acho...

Começo a perceber
Na vida, essas
Que ainda ensaio...

Eu me sabendo
A cada dia...
Aprendo a respeito
Das feridas
Que me curaram


Maris


"Eu estava rusticamente guardada em minhas cascas espessas" Maris