sábado, abril 16, 2011

ACHADOS E PERDIDOS


E essa dimensão
Inexata do "achismo"
Me deixa tonta
Eu acho tanta coisa
Perco outras tantas


MARIS FIGUEIREDO

TEMPO


De tanta espera

Se cansou da esperança

Que a chuva molhou e o sol secou

No tempo



A cor desbotou no vento

Ficou tudo preto e branco




MARIS FIGUEIREDO





segunda-feira, abril 11, 2011

POETAR

Nesse minuto
Quando paro
E deixo que a mente vadia
Trabalhe do ócio neste corpo denso

Nesse minuto
Quando sento no
Chão da cozinha
E vejo o quintal à tardinha
Pela soleira do tempo

Nesse minuto
Em que as folhas caem
Silenciosamente
E parecem tão sozinhas

Quando percebo as formigas
Seguindo aparentemente contentes
Abelhas adocicando feridas
Como se assim tão simplesmente
Se resumisse a vida

Esse minuto é movimento misterioso
Das sementes
Minuto em que se unem
Células guardando nascimentos latentes
Quando pétalas se abrem
E outras se despendem da lida

É minuto tão raro
Tênue

É escuro e luz
Nascente
A mim, tão caro
Pois que é minha
Sombra do afago

Minuto que
Me entende

É arte
Poesia


Maris Figueiredo


sábado, abril 09, 2011

DO SILÊNCIO...


Mas o meu coração
Vive na duração das batidas
 E repiques

Vive da intensidade

Nos timbres

De sustenidos e bemóis

...


Deseja
Todos os sons
Além deste intervalo

Sou pauta que
Não se faz música
Sem tuas notas 


...


Então,
Vê se escuta
Teu peito
- Concha acústica -
 Caixa de Música
De sonhos
(In)cantados




 Pois
Nele que
Guardo a música
Que exalo




Maris Figueiredo




domingo, abril 03, 2011