segunda-feira, setembro 23, 2013

SANGUE METAL


PENSO... LOGO, TENHO CONFLITOS, DESDITOS...
E DIAS AVENTURADOS

UMA VIBE COMPLEXA DE SENTIMENTOS
QUE SE PERPETUAM NAS GALÁXIAS MILENARES.
IRADOS

NOTAS ARRASTADAS NAS CORDAS
DEDILHADAS DE GUITARRAS, BAIXOS...
DO METAL CONSONANTE

VIAJANTE
EM POEIRA DE ESTRELAS
DE LUA, SEGUINDO
NOITES ESCURAS
E DIAS NUBLADOS

PENSO... LOGO, CRIO -
LUCIDEZ DOS ATORMENTADOS
SEDE DE AR, DE PAZ E
DA MÚSICA QUE HÁ POR TODA PARTE

EM CONCHAS DO MAR
CAMINHO DE RIO
ZUMBIDO DE VENTANIA
FOLHAS SECAS
TEMPESTADES...

NOS RAIOS DOS SÓIS QUE SE APAGARAM

OUÇO MÚSICA... LOGO, REFLITO, SINTO...
REFLETINDO A LUZ E VIBRAÇÃO QUE ESPARGE

ESCUTO O SOM PERDIDO E AO MESMO TEMPO, ACONCHEGADO
QUE VIBRA A ALMA, SANGUE PURO
DO ROCK PESADO QUE CORRE VEIAS E INVADE

MARIS

domingo, setembro 22, 2013

sexta-feira, setembro 20, 2013

HERANÇA APÓS O DECÁLOGO


1º Encontraria saída dos labirintos seus. No embaraço de teias, não encontraria respostas, mas as pontas dos fios... 

 2º Haveria perguntas por toda parte. De movimentos indagadores faria artes, artefatos, armadilhas, artimanhas... Brincaria, escreveria, dançaria, amaria sem mais... 


3º Abraçaria o mundo, se emocionaria com as coisas simples e seu peso de teor filosófico e caótico: ser, estar, existir! Olharia o quintal pela janela, não conseguiria resistir o abrir de todas as portas... E um vento absurdo de gostoso secaria as roupas na corda... Um sabor de fruta no pé inspiraria poesias e prosas...


4º Celebraria o divino em si, em dó, em todas as notas... Maiores, menores... De tons e sem tons no fundo da alma musicalmente amorosa, docemente inquieta e desnuda dançando no céu vasto das indagações...


5º A vida atonal jamais se repetiria com o automatismo insano e insosso. 


6º Cada vez que olhasse,  não veria as mesmas coisas. Nem sempre, o "de sempre" teria o mesmo gosto. Toda vez que se enrolasse, rolaria e transformaria as velhas formas. 


7º Sua luz passaria pelos espaços, laços largos, estreitos, desfeitos... Mudariam focos, sombras...Os raios de luzes em cores num brilhante sol, energizariam a aura.


8º E o que prenderia às teias, por fim, seria o que solta.  Seria assim, a tal liberdade, um tipo de plenitude  desconhecida dos conceitos inúteis, dos rótulos, dos pesos de pensamentos desligados na beleza de ser simples...


9º Viajaria  mundos, abraçando as interrogações de nós que se desfazem e  parindo entrelaces que surgem...


10º Revelaria a si mesmo com simplicidade o único mistério da vida: a identidade construída.  Faria brilhar a própria luz...



MARIS FIGUEIREDO